15 de agosto de 2010
Ando com uma falta de criatividade imensa.
Não tenho criatividade nem pra comida que vou fazer no dia ou para a música que vou ouvir.
Na verdade, ultimamente estou me sentindo só mais uma.
Só mais uma amiga, só mais uma filha, só mais uma coordenadora do JUIV, só mais uma arte finalista na empresa...só mais uma no mundo.
E isso é uma merda (fato nº1: a palavra "merda" foi a minha palavra da semana).
Mas quer saber...não to mais muito afim de escrever hoje, então vou postar uma poesia de Flobela Espanca que eu achei que retrata mais ou menos o que tenho passado e sentido. É isso...
Bye!
Cegueira Bendita
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
Não tenho criatividade nem pra comida que vou fazer no dia ou para a música que vou ouvir.
Na verdade, ultimamente estou me sentindo só mais uma.
Só mais uma amiga, só mais uma filha, só mais uma coordenadora do JUIV, só mais uma arte finalista na empresa...só mais uma no mundo.
E isso é uma merda (fato nº1: a palavra "merda" foi a minha palavra da semana).
Mas quer saber...não to mais muito afim de escrever hoje, então vou postar uma poesia de Flobela Espanca que eu achei que retrata mais ou menos o que tenho passado e sentido. É isso...
Bye!
Cegueira Bendita
Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!
Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…
Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…
E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!
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