11 de janeiro de 2011

RECOMEÇO

Resolvi recomeçar tudo isso aqui.
Fazia simplesmente muito tempo que eu não dedicava um tempo para esse blog, mas como estou com uns novos projetos, dedicação a este blog é um dos meus objetivos em 2011.
Reformulei o template, as gadgets, o título do blog...resumindo...praticamente tudo!
Primeiramente gostaria de explicar esse novo título do blog.
Eu parafraseei o título do ultimo livro que li em 2010: Diário Para Jordan, de Dana Canedy (em breve vou contar um pouco a história dele aqui). O livro é simplesmente muito bom, e além disso a palavra "diário" combina bem com um blog, você não acha?
Agora você deve estar se perguntando: "uauuu...que será que houve com a Srta. Chrys que resolveu mudar tudo assim?". E agora eu te respondo de uma forma bem simples, com duas palavras e uma conjunção: voltei a ler.
Quando eu digo "voltei a ler" é no sentido de que os livros voltaram a fazer parte da minha vida.
Antes, na época de faculdade e de pós-graduação, ler havia se tornado uma obrigação (não me pergunte a razão), mas agora eu LEIO mesmo. (com letra maiuscula mesmo, para deixar bem claro).
Chega a ser cômico: chego na livraria e fico horas escolhendo o livro da vez (nunca posso ir acompanhada para fazer a compra do livro, pois não teve um até hoje que não acabou perdendo a paciência na minha demora). Depois começo a ler o livro e nas primeiras páginas já fico na ânsia de saber o que acontece no fim. Mas quando finalmente estou chegando no fim do livro, começo a ficar triste porque não quero que o livro acabe.
É como se eu estivesse ali, em cada acontecimento do livro, ao lado de cada personagem, dentro de cada cenário descrito. E quando o livro acaba, não posso evitar em ter um breve momento de tristeza por ter "acabado" aquele mundo maravilhoso que eu tive o prazer de fazer parte enquanto estava lendo o livro.
E é esse um dos motivos pelo qual reformulei este blog.
Quero deixar aqui as minhas recordações desses mundos fantáticos para onde eu viajo a cada vez que leio um novo livro.
Quem sabe, lendo este diário, eu não acabo te convencendo a viajar comigo nesse fantástico mundo da literatura?
E eu te garanto, adoraria a sua companhia!

20 de agosto de 2010

PROCURA-SE ESPERANÇA DESESPERADAMENTE

Pra onde foi a minha inspiração? Cadê? Uma preguiça de acordar. Uma preguiça de tomar banho, escolher uma roupa, escolher entre bolo de chocolate e suco de laranja. Tudo parece ter o mesmo gosto falso de paliativos. De forte somente a preguiça de contar de tantas preguiças.
Da cartilha do sucesso, que manda estudar, amar o que se faz e se relacionar bem, apenas amei. Nem isso faço mais. Sou uma péssima aluna.
Tenho a impressão de ter chegado ao topo de uma montanha, mas ela era muito alta e afastada e ninguém me viu.
Em vez de sucesso sinto segundos desejáveis de suicídio, vontade de pular lá de cima da montanha com o dedo desejando um último foda-se ao mundo. Nem que seja para fazer barulho e sujar o chão dos equilibrados. Nem que seja para fazer falta.
Cadê o gosto intenso de fugir do mundo com um segredo fatal? Não existem segredos fatais: todo mundo come todo mundo por caça e infelicidade. Somos animais tristes e não seres loucos e apaixonados. Eu me enganei tanto com o ser humano que ando com preguiça de me entregar.
Ninguém tem coragem pra mudar nada, ou apenas é inteligente para saber que a rotina chega de um jeito ou de outro, não adianta se mover.
Pra quem faço falta e aonde me encaixo? Aonde sou útil e pra quem sou essencial? Pra onde vou e aonde descanso? Pra quem e por quem vivo?
Freud mexeu três vezes no túmulo com a vontade de me dizer que devo viver por mim. Dane-se a psicanálise: é muito mais gostoso ter outros encantamentos, além do umbigo.
Não que esses encantamentos não sejam para agradar meu umbigo. Ok, fiz as pazes com Freud, que deve achar o egoísta um pouco menos doente que o depressivo.
Ou não, não fiz as pazes com Freud, que acha tudo farinha do mesmo saco e nem está prestando atenção em mim. Ele é só mais um a não enxergar o alto da montanha, mesmo porque ele está embaixo da terra. Incluo Freud no meu "foda-se o mundo". Que papo é esse?
A esperança desesperada por amor e reconhecimento profissional deixou escapar a cansada esperança que se assustou de desespero.
Perdi meu deslumbramento, a válvula propulsora da vida que tive até aqui.
Cansei de me encantar pelo difícil. Que tal um homem e um salário de verdade pra viver uma vida de verdade? Chega da miséria do sonho.
Chega de idealizar uma vida com um fone no ouvido. Eu quero tocar, eu quero cair das nuvenzinhas acima da minha cabeça.
Junto com meu deslumbramento, perdi boa parte de quem eu era. Boa parte tão grande que não tenho para onde ir. Sou uma sem-vida.
Junto com o meu deslumbramento, perdi o rumo: quem não sonha não sabe aonde quer chegar.
O sonho guia, leva longe. Mas de frustrado ele te faz retroceder alguns anos, te transforma em criança assustada. Sei disso quando durmo em posição fetal querendo ser devolvida ao quente da minha proteção primária. Freud volta a ser meu amigo.
Minha esperança é que o sonho esteja apenas cansado e depois de uma boa noite retorne colorido, musicado e perfumado. Eu disse a minha esperança? Então eu ainda tenho alguma? Nem tudo está perdido.
Estou deslumbrada com a vida, que te devolve à infância quando o mundo adulto atropela e fere. Lá na infância você se enche de sonhos e volta preparada para o mundo adulto, que se ocupa a frustrá-los todos novamente.
Eu disse que estou deslumbrada? Não, eu não disse, eu escrevi. Que papo é esse?
Entre idas e vindas me resumo feliz. Entre altos e baixos me resumo equilibrada. Sendo assim, tá na cara e não tem pane: ando meio mal mas vou sair dessa.

(By Tati Bernardi)

15 de agosto de 2010

Só mais uma

Ando com uma falta de criatividade imensa.
Não tenho criatividade nem pra comida que vou fazer no dia ou para a música que vou ouvir.
Na verdade, ultimamente estou me sentindo só mais uma.
Só mais uma amiga, só mais uma filha, só mais uma coordenadora do JUIV, só mais uma arte finalista na empresa...só mais uma no mundo.
E isso é uma merda (fato nº1: a palavra "merda" foi a minha palavra da semana).
Mas quer saber...não to mais muito afim de escrever hoje, então vou postar uma poesia de Flobela Espanca que eu achei que retrata mais ou menos o que tenho passado e sentido. É isso...
Bye!

Cegueira Bendita

Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

1 de agosto de 2010

NADA

Faz tempo que não escrevo né?
Algumas pessoas estavam me perguntando se não ia mais mexer no meu blog.
Não andava muito inspirada e tava tudo uma correria muito grande. Mas sei lá. Hoje é mais um dia frio e chuvoso em Curitiba, e do nada me brotou uma vontade enorme de escrever.
Sobre o que vou escrever? Sobre nada eu acho.
Segundo o dicionário, a palavra NADA significa a não existência; o que não existe; coisa nula; bagatela; inutilidade; nenhuma coisa.
Agora eu pergunto: Será que nada é nada ou nada é tudo?
Comecei a me perguntar isso quando comecei a fazer uma analogia entre o NADA e as cores. Ok, estou aqui em devaneios e vocês não devem estar entendendo nada. Mas é isso que acontece com o seu cérebro quando você virá artista. Você acaba pensando demais e ninguém entende nada. Mas vou tentar explicar.
O que é a cor preta? O preto é a ausência completa de cores. Sem cor, tudo fica preto. E o que é a cor branca? Essa cor é a mistura de todas as cores existentes.
Então será que talvez o nada não seja a mistura de tudo?
Às vezes as pessoas vêm nos perguntar o que a gente tem. E o que a gente responde: nada, não. Será que por trás dessa resposta não existe tantos sentimentos misturados, tantas perguntas, tantas possíveis respostas que nem mesmo a gente entende?
Sim. Talvez sim. Talvez o nada seja o branco. Talvez o nada seja tudo.
Ninguém consegue ver as cores que formam o branco assim como ninguém consegue ver TUDO que é capaz de formar o NADA.
Ai que confusão que eu fiz.
Quer saber? Vou parar de ficar confundindo a cabecinha de vocês e vou lá fazer nada. Se e que me entendem.

18 de junho de 2010

Eu

Olá amores.
Hoje acessei meu blog para ver se tinha algum comentário ou algo assim. Tinha um comentário. Um único e exclusivo comentário. E acho que já está bom, afinal, foi meu primeiro post e nem saí por ai divulgando que voltei a este mundo.
Não sei se muitas pessoas acessarão este blog, até porque eu também não sei se as coisas que escrevo e ainda vou escrever aqui vão interessar para alguém.
Também não posso exigir muito né? Afinal, quem vai entrar num blog de uma completa desconhecida para saber o que se passa na vida dela?
Por este motivo, hoje resolvi me apresentar formalmente.
Para uns Xiris (porque CH tem som de X), para outros Chrys, Trakgirl, Lucena, Trakinas, Chefinha (logo vocês entendem o porque desse apelido) e por ai vai. Mas na verdade, eu sou a Chrystiane Lucena da Silveira (óóóó, conta outra novidade!).
Não gosto muito que me chamem de Chrystiane, pois sempre que me chamam assim parece que lá vem bomba. Por isso esse monte de apelidos.
Sou filha (do meio, porque o recheio é mais gostoso...uhuul!!) de pais maravilhosos, irmã de duas irmãs lindas, tenho amigos que posso dizer que são para a vida toda, tenho amigos que de tão amigo chamo de irmãos e, por conseqüência, tenho pais emprestados maravilhosos também.
Coordeno, junto com a Angela, com o Alvaro e com o Alison, o Grupo de Jovens JUIV (Juventude Unida Igreja Viva), da Paróquia Maria Mãe da Igreja.
Moro na região sul da cidade e o grupo fica na região norte (eu acho, sou meio perdida quando se trata de direção...hehehe). Normalmente os fins de semana são repletos de atividades do grupo, por isso, passo o fim de semana todo por lá, dormindo ou na casa do Álvaro ou na casa da Ângela ou na casa de quem em aceitar. Assim economizo sono e gasolina.
Trabalho como arte finalista numa empresa especializada em bolsas e brindes em geral. Sou formada em Artes Visuais pela UTP e viciada em filmes, livros e séries.
Tomei o hábito de ler uns três livros ao mesmo tempo e, junto com a galerinha, ir ao cinema uma vez por semana (sem contar os filmes alugados e os que passam na TV).
Procuro sempre estar fazendo alguma coisa. Sou cheia de energia. Sempre que posso to fazendo mil coisas ao mesmo tempo (nesse exato momento estou fazendo dois layouts, prestando atenção no que meu chefe está falando na outra sala, conversando com a Lídia - amiga de anos de facul e de serviço – e ainda por cima escrevendo este (quase) livro). Mas assim como qualquer coisa que funcione à pilhas, uma hora elas acabam. E nada como filme, pipoca, cobertas (no inverno) e amigos para recarregar as energias.
Resumindo tudo isso, sou filha, irmã, amiga, arte finalista, artista, coordenadora de grupo de jovens (por isso o apelido de Chefinha) e mais um monte de coisas.
Mas acima disso tudo, sou alguém que ri, chora, brinca, briga, abraça, beija, conversa, ouve, acerta e erra. Sou um ser humano como qualquer outro.
Mas eu sei, no fundo eu sei que, mesmo sendo assim tão normal, eu posso ser diferente para alguém e transformar a normalidade dessa vida numa coisa muito maluca.

17 de junho de 2010

15 anos.

Noossa, hoje voltei a me sentir como se tivesse 15 anos novamente. Época em que eu mexia e remexia nesse mundo de blogs e fotologs. Época que eu usava o ICQ (uau, esse eu desenterrei hein!). Época em que aprendi a mexer com o básico do básico de html e coisas do gênero.
Resolvi voltar a esse mundo sei lá por quê, mas acho que o Orkut tá um saco (só não deleto porque uso para contatos com muitas pessoas, principalmente família que mora longe e pessoal de grupos de jovens no geral)e porque o Twitter me permite textos de apenas 140 caracteres (vocês vão perceber que escrevo muuuito).
Então oficialmente hoje, com 23 anos, volto a este mundo.
E seja o que Deus quiser.
Beijos aquecidos nos corações de todos vocês e até a próxima!